segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quem abre portas


O que é um olhar?
Como ouvir o calar da voz?
Como entender o grito?
O que é não sermos nós?
O que é movimento medido?
Como pode haver bagunça organizada?
O que é transformar cadeira em arma?
Como construir mudança no espaço diverso?
Como se dar o engendrar da estrada abrilhantada?
O que se esconde no verso?
O que é o pensamento flutuante?
Como lapidar matéria bruta?
Como alcançar o reviver distante?
De onde vem a insistência da procura?
De onde nasce a desculpa?
A face transfigurada;
A voz modulada;
O ritmo que conduz...
O progresso em razão da prática;
Envolver-se e desejar ficar;
Espectativa do lugar;
O transcender das regras;
Aceitação de pedidos;
O respeito ao tempo individual;
O desenvolver gradual...
Que força é essa?
Ante a ator;
Ante a diretor;
O mestre Professor!

De: Noemi Silva

Agradeço a todos os meus alunos da Oficina de Teatro: História Oral em Cena pela linda homenagem que me fizeram no encerramento dessa primeira etapa. Adoraria ter respostas para todas estas perguntas. Tem coisas nas vida que não precisamos responder nem entender. Basta fechar os olhos e sentir, experimentar, experienciar, trocar diretamente, tocar diretamente...
Amo vocês.
 
Adiel Alves

sábado, 16 de outubro de 2010

A pessoa é para o que nasce (crítica do filme)

RESENHA CRÍTICA "A PESSOA É PARA O QUE NASCE"  por Marcelo Hailer 

FILME A PESSOA É PARA O QUE NASCE
A PESSOA É PARA O QUE NASCE - (Estúdio: TV Zero)



Direção: Roberto Berliner
CRÍTICA - A PESSOA É PARA O QUE NASCE - Quantos artistas e pessoas comuns desenvolvem, ainda criança, atividades ou aptidões que vão lhe fazer ser, como se fosse algo natural, que já vem embutido no cérebro? O documentário “A pessoa é Para o que nasce”, que acaba de chegar às locadoras, trata disso: dom e fatalidade.
Três irmãs, cegas de nascença e cantoras, encontram o seu estar no mundo na música. Maria, Regina e Conceição são habitantes de Campina Grande, Paraíba, e cantam pelas ruas da cidade a fim de complementar a renda familiar, sustentada pela mísera aposentadoria.
É nessa rotina dura e realista das “Ceguinhas de Campina Grande”, como são conhecidas pela cidade, que nos sensibilizamos e tornamos íntimos das três vidas ali contadas com sinceridade e ternura. O trabalho de condução da câmera ajuda a termos essa sensação.
Aos poucos são elas que nos lembram da cegueira, fato esquecido ao conhecermos suas histórias de força, a melancolia de seus amores e a união em qualquer instância. Em todos os momentos, as irmãs transmitem uma energia forte e positiva rara.
Podemos ainda, observar na história a reação das cantoras quando aplaudidas, a fama, o encontro com Gilberto Gil, o efeito do documentário em suas vidas e, enfim, o reconhecimento, seguido pela volta a Campina Grande. É melancolia sublime.
Palmas para o trabalho de Roberto Berliner e equipe. Eles trouxeram à tona uma realidade de duas faces, onde em um lado vivemos uma indústria cultural que vira as costas pra trabalhos verdadeiros e propaga uma arte vazia, e no outro, pessoas que ainda pensam no Brasil e percorrem país afora atrás de artistas que fazem seus trabalhos com a alma e não com o pensamento fincado no cifrão.
Agora, por favor, imagine quantos artistas de ruas com talentos como os demonstrados pelas irmãs cegas, vivem a triste realidade de ver sua arte ser valorizada em uma moeda de vinte e cinco centavos! Este é o grande mérito do documentário, fruto das ruas da longínqua Campina Grande para as telas de cinema do Brasil.
As irmãs agradecem.
Gênero: Documentário
Duração: 84 min.
Direção: Roberto Berliner
Roteiro: Maurício Lissovsky
Fotografia: Jacques Cheuiche

FILME A PESSOA É PARA O QUE NASCE

As ceguinhas de Campina Grande

A pessoa é para o que nasce

Edifício Master - Jasson

Edifício Master - Sérgio

Edifício Master - Um filme sobre pessoas como você e eu

Sinopse do filme "Edifício Master".

"Realidades de uma metrópole por um ângulo que você nunca viu."

"Um edifício em copacabana. A uma esquina da praia. Duzentos e setenta e seis apartamentos conjugados. Uns quinhentos moradores. Doze andares, vinte e três apartamentos por andar. Eduardo Coutinho e sua equipe alugaram um apartamento no prédio por um mês e, durante sete dias, filmaram a vida de seus moradores. Trint e sete deles são personagens do filme."