quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Notas sobre a oficna

Bem vindos ao nosso blogger: História oral em cena - Oficina de teatro 2010.
 É com enorme prazer que crio este espaço, afim de compartilhar mais uma etapa da minha vida acadêmica. Sou aluno do curso de Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia - UFBA, e está oficina faz parte do meu processo de estágio curricular. Considero que este seja o momento exato de aplicar na prática tudo que venho aprendendo desde o meu ingresso na universidade, tudo que durante estes anos pude compartilhar com colegas e professores que trilham os mesmos caminhos, os da arte-educação, teatro-educação... o termo utilizado para este ofícil não é mais importante do que os fins a quais se destinam: a educação.
História oral em cena é o caminho metodológico-investigativo que trilharei junto a alunos de colégios públicos de Salvador cursando o ensino médio.
Através do uso de Metodologias do ensino de Teatro, aliados à Metodologias da História Oral, buscaremos retratrar e transpor para os palcos, mais do que cenas do cotidiano, evidenciaremos histórias pessoais de vidas ocultadas por uma sociedade altamente tecnológica, captalista e exclusiva. Outro ponto importante a ressaltar é a aproximação que os alunos desta oficina terão com a "comunidade" (se é que ainda podemos denominar desta forma os bairros) em que estão inseridos.
Os próximos passos são: investigar quais os camihos mais adequados a seguir, na tentativa de inserir verdadeiramente esses jovens e adolescentes, num contexto social mais justo e consciente. História oral para que? Para quem? Pesquisa, entrevistas e transcrições para que? Tudo isso amalgamado ao teatro? Sergio Farias, Doutor em Artes e e professor da UFBA, nos trás em sua tese de doutorado, uma citação de Juan Bordenave que acredito esclarecer em partes os questionamentos acima.

"Como agir sobre uma sociedade para transformá-la, sem conheccê-la? (...) tão importante como conhecer a realidade objetiva,  é que a comunidade ou grupo se conheça a si mesmo, suas percepções, seus temores e aspirações. Isto é tipicamente um problema de pesquisa. Entretanto, não pode ser uma pesquisa de tipo tradicional. Visto que os membros participantes do grupo deverão ser os atores das ações que podem transformar a realidade, parece natural que eles devam ser também os autores da pesquisa." (p.05)
Sendo assim, conto com a participação e apoio de todos aqueles que acessarem este blogger, através de comentários, dicas, e questionamentos.

Um abraço carinhoso.

Adiel Alves

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